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Sejam bem vindos ao Meu Mundo Subjetivo!

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Dor que não passa

Saudade



Ô desgraça que não deixa de doer
Inutilmente tento esquecer
Tudo que mais quero ver e reviver
Seu olhos
Seu sorriso
O sabor daquele beijo
Suas qualidades
Seus e meus defeitos
Ô saudade desgraçada!
Madastra creul
Companheira fiel
Das noites e longas madrugadas
Se apodera de mim
Está em toda parte
Num vazio sem fim
Sinto o amargor doce da saudade
Somos o todo da metade
Sou tudo de nós
Navegando em águas calmas
Naufragamos num mar de azedume
Saudade ou costume de te querer?
Não sei...nem quero saber
Porque só quero você
Aqui ,no meu lado de fora
Pra sempre e agora


....Frag-men-tos....Meus....

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Carta

Blogagem Coletiva




Penedo-Alagoas
09 de Dezembro de 1988
Saudações

Querida Lolita, é com muita saudade que escrevo-te mais uma vez.
Gostaria muito que me respondesses. Estou aqui a olhar nossas fotos antigas, o que restou de tudo que partilhamos na juventude.
Lembra-te de como nos divertíamos nas tardes que saímos no Cadillac para darmos aquela voltinha pela cidade e fazíamos pose de mulheres fatais?
Lolita, bem sabes que nada tive com aquele rapaz, sempre fui leal a nossa amizade, mesmo com toda insistência da parte dele. Jamais causaria em ti tamanha dor.
Por favor, responda somente esta carta. Me conte como está sua irmã Norminha. Ela ainda está casada com Ramon?
Diga-me, já tiveram filhos? Se os têm, hoje são crescidos, que faculdade cursam...ou nada fazem de proveitoso na vida?
Neste momento, estou a segurar aquela foto em que eu, Norminha e tu estamos fazendo caras e bocas no Cadillac rosa, tu lembras?
Foi uma tarde inesquecível, pelo menos é como julgo ser. Jamais esqueci os momentos que partilhamos, como nos divertimos, das coisas que descobrimos. Pena que até os sentimentos mais íntimos tivemos de descobrir na mesma hora. É fato que também me apaixonei por ele. Embora tenha sufocado meus sentimentos para que tu pudesse ser a namorada e a esposa dele no futuro.
Não imagino o que ele ou outra pessoa possa ter falado que acabou por nos separar. Ou seja, fez com que tu  olhasses para mim  com maus olhos, por isso insisto em mandar-te cartas durante todos esses anos, ainda espero ansiosamente por uma resposta tua. Acredito que mereço ao menos saber o motivo real desse afastamento. Acaso sou uma doença contagiosa minha querida?
Se és feliz com ele, não represento perigo algum para ti. Sempre prezei por nossa felicidade. A amizade sempre falou muito mais forte e ele não era para mim. Talvez seja por esta razão que perdi tua confiança.
Aguardo tua resposta e proponho que na  tua carta mande-me o endereço do lugar onde pretende me encontrar e a hora, sabe que irei minha querida.
Abraços em todos de tua família, beijos em Norminha e não demore em mandar-me uma resposta. Abraços desta amiga que sempre quis o nosso  bem.

Lucélia